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terça-feira, 19 de julho de 2011

Diário do Contador por Katsumi Takaki


       Acabaram as contações deste semestre. Li a última parte de “A árvore que fugiu do quintal” de Álvaro Ottoni, e como algumas crianças haviam faltado na semana anterior, sugeri que as outras fossem contando a primeira parte para elas enquanto eu mostrava as ilustrações. Fluiu muito bem! A maioria participou bastante. Notei que as crianças usaram muitas palavras do livro  - como “recostar” - algumas chegaram a reproduzir trechos inteiros.
Ao longo da leitura elas se identificaram muito com a situação da árvore! Falaram de como se sentiriam caso elas mesmas tivessem que fugir do lugar a qual pertencem.
Em uma parte da história a personagem reencontra na serraria a árvore da sua infância: fica com lágrimas nos olhos e com as mãos trêmulas. Perguntei a elas o porquê disso e muitas me disseram que ele poderia estar com frio e triste por ver a árvore daquele jeito. Perguntei se poderia ser por algum outro motivo, se elas já sentiram aquela sensação em outro momento.  Foi um pouco difícil para notarem que aquilo também remetia a um sentimento de saudade, de emoção por reconhecer uma amiga especial. 
Durante o percurso sala de aula-biblioteca e o final da contação de cada grupo conversamos um pouco sobre os planos delas para as férias: se iriam viajar, visitar os parentes, brincar.
Aproveitei para perguntar se elas iriam ler alguma coisa legal durante esse período, e se brincariam de subir em árvores. A resposta de um menino surpreendeu-me! Ele é quieto, e costumava falar pouco durante as contações. De uns tempos para cá ele tem participado bastante, talvez porque esteja se sentindo mais confortável. Animado, disse que leria muitos gibis, que não gostava muito de ler livros, mas que tem uma porção de gibis em casa.
Agora, férias! As contações retornarão em agosto. Nesse meio tempo, vou aproveitar para me dedicar às minhas leituras. Fica a sugestão pra você também, caro leitor!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Diário do Contador por Katsumi Takaki


Li a primeira metade de "A árvore que fugiu do quintal", de Álvaro Ottoni. A capa do livro me chamou a atenção, muito colorida e chamativa. Além disso, ele aborda a temática do desmatamento e do crescimento das cidades, mas de uma forma diferente. A narração é feita pela própria árvore, vítima de "Serjão, gordo feito uma baleia" e a maneira ativa como ela fala e se expressa é como se ela estivesse de fato ali com você, te contando uma estória do passado dela.
O diferencial é que o livro não fala sobre o desmatamento de forma a colocar uma moral para as crianças. Tudo flui muito bem até por conta da simplicidade da linguagem. Perguntei a elas se elas sabiam o que era "o tempo dos quintais" (uma passagem do livro) e se elas costumavam subir em árvores. Muitas me disseram que não tinham quintal em casa ou que a mãe não deixava subir em árvore. Aproveitei o momento para contar um pouco sobre a minha infância, como era subir em árvores e os tombos que já levei! Tudo de uma forma mais divertida e descontraída pra chamar a atenção deles para a estória.
Infelizmente hoje as crianças estavam bem dispersas.....Ficaram querendo pegar os fantoches e brincar com as almofadas.Confesso que não foi um dos melhores encontros que tivemos. Acho que a agitação deve ser por conta das férias que estão chegando e da festa junina que vai acontecer na escola. Apesar de tudo, interagiram bem quando eu perguntava alguma coisa sobre o livro! Semana que vem é minha última contação antes das férias, vamos terminar de ler o livro. Estou pensando em algo para "fechar" bem esse último encontro....ainda não sei bem o que fazer. Vou pensar e colocar em prática alguma ideia. Semana que vem conto como foi! Até lá!