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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ser e não Ler, Ler e não Ser.

A vida é um livro, ou pelo menos foi o que eu escrevi na ultima vez que eu falei com vocês, se a gente concorda com isso, responde ai então: o que você anda lendo?

O que voce anda comendo?
Nós somos os seres e fazemos as coisas que os que existem fazem, comer, beber, andar, falar parece meio filosófico, mas não é, por que assim como todas essas atividades são básicas para nossa existência saber ler também é. Não to falando só sobre ler livro, que nem é obrigatório você ser um comedor de livros e amante de literatura, mas ler o mundo que você habita, e isso sim é obrigatório fazer.


O que voce anda ouvindo?


Sabe aquele amigo que aparece que nem mendigo na sua festa de gala? Ele não soube ler o momento, e quando você solta uma como “O bebê nasce quando?” não soube ler a moça gordinha que você acaba de ofender e que agora vai comer um pote de sorvete inteiro deprimida com esse comentário.

Eu conto estórias como vocês já sabem e isso me da à oportunidade e obrigação de ler, ler e reproduzir essa leitura de forma dialógica para crianças e esse trabalho te surpreende de muitas formas que o que você menos imagina, é o que acontece porque se você não sabe fica a alerta, criança lê tudo, lê livro, lê professor, seus pais, seus preconceitos, suas ideias, seus sonhos as coisas que elas assistem na TV, pois elas absorveram informações, elas “leram” essas informações e agora colocam em pratica o que aprenderam. E você pode não gostar do resultado.
Ta lendo o mundo?

Cada dia que passa você tem que saber ler, ler tudo, ler pessoas, ler momentos, ler o mundo que é uma grande enciclopédia e, por favor, FILTRAR a informação, pois existe alguém lendo o que você faz o que você é, e quem sabe essa pessoa seja seu filho, primo, sobrinho, que ta lendo o palavrão que você fala quando assiste ao jogo e quando você fura a fila no banco, que le você quando troca a etiqueta dos produtos,etc.


Você é sua própria biografia, revisada e atualizada todo ano e se alguém pegar a sua vida pra ler, o que será que ela vai encontrar???

O que voce vive escrevendo?
BoscoJoao =D

sábado, 8 de junho de 2013

Diário do Contador por Ana Carolina Maia

    Na última contação, fui inspirada para fazer um convite à maior participação das crianças na história. Tínhamos discutido na reunião diversas formas de envolvê-las na hora da leitura e senti que precisava de um impulso para que as crianças percebessem como poderia ser interessante se envolverem mais naquele momento.
    
    Escolhi uma história que me agradou muito, e acho que isso também conta para que façamos uma contação mais agradável e divertida. Tinha viajado para a praia no feriado e ainda estava etereamente envolvida com elementos marítimos, de forma que escolhi o livro intitulado de O menino que queria abraçar as baleias. O título já me preenche de vários aspectos fantásticos: imagine só! Abraçar uma baleia! Que coisa maravilhosa que deve ser!    Dessa forma, peguei algumas conchinhas que tinha trazido da viagem e coloquei-as cuidadosamente envolvidas em um tecido dentro de um baú pequenino todo decorado. Esse simples elemento, conseguiu causar uma animação sem tamanho nas crianças. Ao tirar o baú da mochila, todas se aquietaram e abriram os olhos curiosos para ver o que tinha ali dentro. Eu dei umas dicas para que a surpresa de dentro do baú não se revelasse tão rapidamente.  Ao saberem que se tratava de conchas, elas vibraram! Cada um escolheu a que mais lhe agradava sem conflito algum, afinal cada concha tinha algo de especial. Eles agradeceram muito, com abraços e olhos brilhantes. Uma menina colocou a concha no ouvido e se pôs a escutar de olhos fechados o som e me perguntou: -Tia, esse é o mesmo som que está se passando agora no mar? E eu respondi: é sim! Será que o mar está dentro da concha ou dentro de você? E ela respondeu com um  sorriso.    Em seguida, iniciei a contar a história, mas não como usualmente costumava contar. Falei que nessa viagem que fiz, tinha encontrado um moço chamado João, que me contou a sua história. Quando criança, ele tinha um sonho: ele queria abraçar as baleias. E mais, ele havia me dado as conchinhas, pois gostava muito de catar conchas pela praia e acabou me presenteando com algumas.                               Foi o suficiente para muitas bocas se abrirem surpresas ao verem o livro com a história de João e para acompanharem atenciosamente a história, parando alguns momentos apenas para me perguntar: - Tia, ele existe de verdade?    O menino da história, também ensinou muito sobre os cetáceos marinhos para as crianças. Inclusive a  descoberta de que as baleias eram mamíferos, como nós humanos, causou muitas expressões surpresas.    Foi uma experiência incrível que nunca antes havia vivenciado nesse ano de contação de histórias. A sensibilidade que um simples elemento conseguiu trazer às crianças foi surpreendente.
Para quem gostou do livro, o título é: O menino que queria abraçar as baleias, escrito por Fernando A. Pires e ilustrado por Isabel S. Pires, da editora brasiliense.