Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O Acervo Indica: Conte um conto

Nosso conselho de hoje é: Conte um conto! =D Separamos obras que trazem para nós uma seleção fantásticas de contos populares.

Além disso fazemos nosso convite aos leitores para acompanhar nossa Intensiva Contos de Outro Mundo em nossa revista digital.

Dá para sentir que fevereiro desse ano vai ser cheio de animação e fantasia!

Começamos hoje com
Era uma vez...

Volta ao mundo em 52 histórias - Neil Phillip e Nilesh Mistry

http://statics.livrariacultura.net.br/products/capas_lg/230/241230.jpg

Uma coletânea riquíssima, entre histórias e personagens que já nos são conhecidos, somos apresentados a novas histórias inesperadas e surpreendentes. Trata-se de um rico trabalho de historiografia. Além do local de origem de cada conto, encontramos nesse livro muitas informações sobre símbolos, ritos e fatos históricos.

Não é curioso perceber que há histórias tão parecidas em lugares e culturas tão distantes? O mundo real e o mundo da fantasia se encontram nessa viagem literária.

Ficha Técnica:
Volta ao mundo em 52 histórias
Autor: Neil Philip
Ilustradora: Nilesh Mistry
Editora Companhia das Letrinhas

As fabulosas fábulas de Iauaretê - Kaká Werá Jecupé e Sawara


http://ecx.images-amazon.com/images/I/816ItzWhzNL.SL720.jpg

Este fabuloso livro é fruto de uma parceira de pai e filha, Kaká sempre contou histórias para a filha desde de o berço, quando Sawara fez quinze anos ele pediu para que ela recontasse as histórias de que se lembrasse e ilustrasse, deu no que deu... Histórias emocionantes de Iauaretê (o rei onça) e sua família nos trazem tantas reflexões, sobre amor, dedicação, lealdade, esperteza e gentileza. E claro tudo regado ao nosso tempero nacional.

Quem não gosta daquelas histórias de onça?

Ficha Técnica:
As fabulosas fábulas de Iauaretê
Autor: Kaká Werá Jecupé
Ilustradora: Sawara
Editora Peirópolis


A donzela sem mãos e outros contos populares - Helena Gomes e Kako

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDgZEm1W2_7YWlJzdu-x1cow7zPbOPqw0la_9xCwTIIonOlGmPpKGldRHAtCwyclG_M74UMyR3Uo5X0y9HFcd7GPlpMoW45RSjCWOtIgJUWpyiW5rF7bqXTypsWeFKU36JuCIbPV8hLQ/s1600/A+donzela+sem+maos+-+Helena+Gomes.jpg
Temos neste livro adaptações de contos fabulosos e ilustrações majestosas! Agradecemos e parabenizamos Kako e Helena Gomes por esta obra tão magnífica. Estou cheia de superlativos hoje, leitor, mas devo dizer que são as histórias desse livro que me deixaram assim!

Esqueça as princesas de contos de fadas, é ao lado dessas jovens corajosas que você quer viver seu final feliz. Jovens mães em buscas implacáveis; jovens que perdem sua beleza exterior, mas encantam o mundo com suas virtudes e coragem imensurável para realizar o que desejam: esta é uma prévia do que aguardam por vocês.

Confira em nossa revista digital nossa matéria sobre A Moura Torta, ela que era a única vilã que aquele príncipe aventureiro queria em sua vida. Já deu para se encantar?



Ficha técnica: 
A donzela sem mãos e outros contos populares
Adaptação: Helena Gomes
Ilustrador: Kako
Editora: Estrita fina



O Acervo Indica estará de volta em breve!
Nesse meio tempo acompanhe nossa Intensiva Contos de Outro Mundo!
Com carinho,
Júlia

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Lila e o Segredo da Chuva (Diário do Contador)

Quando me encontrei com esse livro, pensei que seria bem oportuno levá-lo para a mediação com as crianças, pois estávamos naquele período de altas temperaturas e baixa umidade em Brasília. 
Essa obra foi a responsável por eu conseguir cativar as crianças, digo isso porque as mediações anteriores foram bem desafiadoras, pra não dizer difíceis mesmo. Mas essa situação mudou e ficou esclarecida quando a professora contou que eles não tiveram mediadores desde o início do ano, e se levarmos em consideração que a maioria dessas crianças estão tendo contato com a escola e quiçá com a leitura, pela primeira vez. É uma turma de 1º ano (sete anos). 

http://www.editorabiruta.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Lila-e-o-segredo-da-Chuva-OK.jpg















 
No dia, levei também um livrinho com o mapa mundi e iniciei o diálogo contando que essa garotinha morava no Quênia… Só aí já rendeu muita prosa, pois esse é também o nome da professora deles (Kenia). Lila é uma garotinha que, motivada pela insatisfação com a falta de água no vilarejo em que mora com a família, resolve (com um empurrãozinho do avó), buscar o segredo que faz chover. 

http://image.slidesharecdn.com/lilaeosegredodachuva-141129125256-conversion-gate02/95/lila-e-o-segredo-da-chuva-7-638.jpg?cb=1417265658


Conversamos sobre por que chove, como chove… Sobre isso, uma criança falou que era quando o “papai do céu” ficava triste… Na hora, outra criança interviu dizendo que não, na verdade isso acontece porque as nuvens ficam carregadas d´água.

Muita conversa, reflexão sobre as explicações dos fenômenos naturais e imaginação rolou! Fizemos até a dança da chuva (risos...). Sobre isso, uma menina comentou: 
- Tia, a gente leu a história da chuva e não é que choveu?

Foi uma experiência muito grata esse dia, por isso fiz questão de compartilhá-la com vocês.

Ficha técnica do livro 

Coleção:contos mundo afora 
Obra: Lila e o segredo da chuva 
Autor: David Conway 
Ilustração: Jude Daly
Editora: Biruta
Ano: 2010
Samara Alencar :)




segunda-feira, 29 de junho de 2015

E se objetos inanimados pudessem falar? Conversando com minha bicicleta


Desde de criança essa pergunta me assombra. E se nossos objetos pudessem falar? O que eles diriam?!

Eis que foi com surpresa que me vi em um extenso diálogo com minha bicicleta hoje. Parece loucura, mas acreditem, ela, dona Olívia, disse e desdisse hoje tudo que ela sempre quis. Antes de dizer o teor da nossa conversa, eu devo dizer algumas coisas importantes.

Primeiro é que Olívia é muito diferente de mim, ela tem a pele escura e os cabelos claros, eu tenho a pele clara e os cabelos escuros; ela é magrelinha e elegante; eu sou eu (isso basta para os entendedores). Nossa relação é moderna, ela me carrega nos dias de seca para a UnB e nos dias de chuva e férias fica com seus parentes no bicicletário.

Bem, a seca começou, tirei Olívia do pó e enchi seus pneus. Passeamos um bocado nessas duas semanas, indo e voltando para a UnB. Hoje, ao pegá-la, sua corrente estava fora da engrenagem! =O Obra da minha mãe que usou Olívia para ir ao eixão e voltou reclamando do seu banco duro.

Coloquei a corrente na engrenagem e vi se ela estava apta para o caminho de sempre. Até então era um dia normal, e Olívia continuava sem palavras (como sempre). Ao chegar na UnB prendi Olívia junto a escada, isso eram 8h da manhã. Vocês não imaginam o tamanho da minha surpresa quando achei ela soltinha, soltinha, com o cadeado quase caindo para o subsolo, era próximo das 11h30. Ela deve ter passado horas desprotegida! Que lástima! Voltei a prendê-la e segui para meus compromissos, com medo de não encontrá-la na volta.

Fonte da imagem: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/d0/8e/03/d08e03ebd2530fc2b93ab1c69c78c649.jpg

Mas encontrei, contudo Olívia estava num mal humor do cão. E ela ladrou para mim:
"Você não me valoriza!"e "Nada de me peladar hoje!".
Eu fiquei sem entender, mas ela desatou a falar que hoje não era um bom dia para ser pedalada e que ela não estava gostando de mim naquele momento. Ora, não sei se você já passou por isso, de uma bicicleta falar com você, mas eu aconselho a concordar com o que ela sugere e tocar a vida. Assim, eu falei que a levaria para casa, que não subiria ela e que andaríamos lado a lado.
"Eu quero isso mesmo, e nada de se apoiar como um peso morto em mim!". Ela reclamou.
E assim nós fomos, ladeira acima, lado a lado. Eu mostrei para ela que a textura a grama verde é diferente da grama seca, mostrei como fazemos para atravessar a faixa de pedestres de modo seguro e a andar sem se arrastar nas paredes (pois além de machucar, nos suja). Ela era uma companheira exigente, queria seguir pela calçada, queria usar as rampas e claro queria um caminho novo (e não o caminho de sempre).
Às vezes, quando me distraia, eu deixava meu peso sobre ela e  eu logo era despertada por um grito "Não se apoie em mim!". Foi mal, foi mal, Olívia! Ela chutou meu joelho com seu pedal em retaliação.

Foi muito díficil convencer Olívia a me perdoar, precisei utilizar de toda a minha lábia para convencê-la que sou uma boa dona.
Ela ganhou confiança em mim de novo, e eu não a deixei na mão em nenhum momento...
Pelo menos até chegar ao bicicletário, em que encontrei um vizinho (que surpresa!). E de repente, o momento de exclusividade e intimidade entre mim e Olívia se evaparou. Sem querer deixei ela cair no chão, mas antes bati nela com a porta do bicicletário. Céus!

"Desculpa, Olívia!" Eu disse, morrendo de vergonha de mim (pelo vizinho) e sentindo o coração partido por deixá-la no bicicletário sem me despedir de modo cortês.

Amanhã, ela terá todas as oportunidades de me derrubar, e com direito. Melhor eu já ir preparando um pedido de desculpas.

Fonte da imagem: http://happyciclistas.cl/wp-content/uploads/2014/04/570-bici-peces.jpg

O que sua bicicleta diria, se pudesse falar? E seu celular pudesse conversar por alguns minutos com você? Te chamaria de preguiçoso por adiar o despertador? Suas chaves te chamariam a atenção por você jogá-las na bolsa e depois reclamar que elas arranharam tudo ali? Seu caderno o elogiaria pela organização?


Escrito por: Júlia, a menina que conduz Olívia.

Uma curiosidade, eu sempre me referi a ela como Hermes, mas hoje ela me corrigiu, dizendo que seu nome era Olívia, vai entender.