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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Revista Livros Abertos



A Revista Livros Abertos nasceu dos pensamentos de dois integrantes do Projeto - mediadores de leitura-  e da professora e coordenadora do Projeto Livros Abertos, Eileen Flores, que viram a necessidade de ampliar a Leitura Dialógica de histórias para fora do muro da escola e chegar a todos os lugares onde se fazem contação de histórias.
Primeiramente, surgiu a ideia de um Manual de Leitura Dialógica impresso, um livro, com dicas de intervenções de livros selecionados do nosso acervo e de outros que pudessem ser sugeridos. Mas como chegar a tantos lugares? Como a leitura compartilhada dialógica poderia ir a lugares impensáveis e transpor barreiras tanto geográficas quanto mentais?

Foi então que surgiu a ideia de fazer um manual online, interativo, dinâmico em que poderiam ser acrescentados sempre novos livros e novas intervenções....
Assim surgiu a Revista Livros Abertos, a qual tem o objetivo de facilitar a leitura interativa para todo aquele que é mediador de leitura, em âmbito institucional ou não - tem maior contador de histórias do que um(a) pai/mãe, avô, avó, irmão/irmã que conta uma história para uma criança antes de dormir? - a realizar uma leitura divertida, participativa e dinâmica como a leitura dialógica propõe.

Post desta semana - Livro " O pato, a morte e a tulipa".


O post desta semana traz as intervenções de um livro incrível que apresenta um assunto muitas vezes difícil para nos, que é a morte. "O pato, a morte e a tulipa" aborda com grande delicadeza, beleza, leveza e de forma poética o confronto de um ser vivo com a morte. A tulipa é o grande mistério deste livro, mas que aglutina e conduz esta história até o seu lindo fim.

Interessados em contar essa história? Acessem o site da Revista Livros Abertos e vejam este e outros títulos com suas respectivas intervenções. Aproveitem sua contação de histórias. Toda semana postamos novas dicas de livros e intervenções!

Acesse:

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Diário do Livros Abertos: oficina na Regional de Ensino de São Sebastião


Dia 16 de junho de 2015 o Projeto Livros Abertos fez uma oficina com alguns coordenadores de escolas de São Sebastião. Mais uma vez o projeto obteve sucesso e o retorno foi gratificante, não somente pelos mediadores que apresentaram o Livros Abertos de maneira singular, mas também pelos coordenadores que estavam dispostos a ouvir e discutir essa maneira de contar histórias.
A oficina começou com uma dinâmica quebra-gelo, um momento de descontração e conhecimento do outro. Em seguida foi feita uma apresentação do projeto e uma apresentação da leitura dialógica e seus benefícios. Logo após houve um momento de vivência que permitiu pôr em prática um pouco do que é a leitura dialógica e ao fim um debate. Para concluir pediu-se os coordenadores escrevessem suas opiniões, ou seja, um retorno do que foi bom, do foi ruim e do que pode ser melhorado.

 
Obteve-se os seguintes resultados:
Que bom: o projeto ter ido à reunião de coordenadores, poder descobrir novas possibilidades de interação a partir da leitura, o método e a didática utilizados para apresentar o projeto, a abertura ao debate, a dinâmica quebra-gelo e a receptividade do projeto.
Que pena: prazo curto para a vivência da leitura dialógica e pouco tempo de oficina.
Que tal: retornar, ir ao Caic Unesco realizar uma palestra com os professores e expandir/ trabalhar o projeto em São Sebastião.

Por Elioenay Melo

terça-feira, 26 de maio de 2015

Conversando Alto

Estive pensando em que tipo de post fazer para o blog. A dúvida do que vamos escrever parece nunca acabar, e só com o tempo ela se tornando mais certeza. Mas a dúvida sobre como abordar e que palavras usar essa é para sempre.

Sexta feira última, tivemos uma agradável reunião e para nosso prazer boa parte dela foi centrada em uma contação mediada pela Julia Gisler, que levou um excelente livro chamado “A História de Julia e Sua Sombra de Menino” da editora Scipione. Não vou contar a história do livro porque assim estragaria toda a surpresa de lê-lo pela primeira vez, então sem spoiler. Mas o que eu posso falar é no obvio impacto que o livro causou em nós. Tecnicamente eu só posso falar do impacto que teve em mim, quanto aos meus colegas, eu espero que lhes tenha afligido de alguma forma a reflexão as vezes tão bela e outras vezes tão crua.

Sobre a temática humanitária, de livros que abordam os atuais assuntos sociais, que louvam da melhor maneira esses pequenos comportamentos de aceitação, entendimento, rebelião, justiça, que ultrapassam as fronteiras do nosso mundo e chegam até nós de forma mais palatável, através da boa literatura que as vezes acompanha uma ilustração tão elegante quanto a história do livro escrita.
É sobre esse pensamento que eu gostaria de finalizar uma reflexão, que eu acredito ser esse o tempo e o espaço apropriado para tal, cuja a ideia me ocorreu depois de uma amigável conversa, uma calorosa conversa, uma emocionante conversa, com um de nossos mediadores.

Eu escutei a mais bela história, digna de seu próprio livro, contada com paixão e afeto, que me fez levitar próximo ao limite emocional socialmente aceitável. Em resumo, resguardei-me das lagrimas. Meu interlocutor não poupou detalhes de sua trajetória e assim terminou o seu conto éramos duas pessoas completamente diferentes. Não que houve uma epifania grandiosa ou uma radical mudança de atitude. Foi mais catártico. Mais reflexivo.

Não é sempre que você tem uma oportunidade de se relacionar com as histórias das pessoas, e eu guardo os detalhes dessa conversa apenas comigo por que foi um momento de intimidade e confiança partilhado apenas por dois colegas que se respeitam e se admiram, e por puro egoísmo de minha parte. Nunca pretendi a perfeição mesmo.

Então mediadores a reflexão se não fui obvio o bastante é que: nos constamos histórias que são conectadas com vidas, vidas de pessoas que a gente pode conhecer ou não. Que são sempre reais porque a gente não sabe que a história do livro, pode ser a história de alguém, mesmo que cercada de fantasia. E é aqui que eu apelo que nos sejamos mais cuidadosos ao lidar com essas histórias, que sempre o melhor de nós esteja disponível para essa leitura, e que você sinta cada página do livro como as palavras de alguém que se abre e se expõe, como eu me senti enquanto conversava no chão do bloco da UnB.

(Os: Vale a pena conferir esse link de livros que contam belas histórias humanitárias do nosso mundo. http://www.brasilpost.com.br/2015/05/23/criancasdireitos_n_7425480.htmlncid=fcbklnkbrhpmg00000004 )


BoscoJoao ;D

sábado, 24 de maio de 2014

Voz e Corpo na Mediação de Leitura

Pouco se diz sobre a voz e o corpo quando se fala em mediação de leitura. Parece tudo muito simples: sentar-se com as crianças e ler a história. Mas não é tão simples assim. Tanto do ponto de vista da saúde, quanto do ponto de vista da arte, precisamos nos conscientizar de numerosos aspectos de nosso corpo e do nosso ambiente ao redor. Não pensamos muito sobre isso, talvez pelo fato de a leitura estar associada ao texto impresso. Mas a leitura compartilhada é uma performance, que pede uma reflexão intensa sobre postura, voz, entonação, escuta. E a Parte 1 da Oficina Som e(m) Cena nos trouxe muitos elementos para pensar mais sobre isso.
A importãncia da consciência corporal no trabalho do mediador de leitura

Em nosso primeiro encontro, focamos bastante na questão dos sons, tanto os que produzimos, quanto os que nos rodeiam. Afinal, nosso trabalho se faz com o corpo, com a voz. Tivemos a oportunidade de vivenciar a importância de resgatar a escuta atenta e a consciência corporal, Como me sento? Faço aquecimento corporal e vocal? Há muita poluição sonora ao redor? Preciso gritar para me fazer ouvir? Como estou me sentido? A ansiedade, a pressa, a pressão para atender a todas as crianças para agradar, tudo isso pode atrapalhar e até arruinar o que era para ser um encontro prazeroso, se não tivermos consciência de como trabalhar esses aspectos.
Que sons você mais ama?



Para ganhar maior consciência disso tudo, fizemos uma viagem de resgate dos sons que nos rodeia e pudemos nos questionar: O quanto você realmente ouve o que está ao seu redor? Dentro de você? Que sons são característicos do lugar onde nasceu? Do lugar onde vive?
Se você fosse contar a história de sua vida em sons, que sons estariam presentes?
Por outro lado, você tem consciência dos sons que mascaram, que ferem, que incomodam? 


Também tivemos a oportunidade de praticar vários exercícios vários exercícios de relaxamento, alongamento e aquecimento de voz.
Mediador de leitura também trabalha com o corpo todo!
A
Emoções, corpo e voz são fundamentais na preparação do mediador.


Além de aprender muito, nos divertimos a valer. As expressões nos rostos dos mediadores ao fim da oficina não nos deixam mentir!