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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Diário do Livros Abertos: oficina na Regional de Ensino de São Sebastião


Dia 16 de junho de 2015 o Projeto Livros Abertos fez uma oficina com alguns coordenadores de escolas de São Sebastião. Mais uma vez o projeto obteve sucesso e o retorno foi gratificante, não somente pelos mediadores que apresentaram o Livros Abertos de maneira singular, mas também pelos coordenadores que estavam dispostos a ouvir e discutir essa maneira de contar histórias.
A oficina começou com uma dinâmica quebra-gelo, um momento de descontração e conhecimento do outro. Em seguida foi feita uma apresentação do projeto e uma apresentação da leitura dialógica e seus benefícios. Logo após houve um momento de vivência que permitiu pôr em prática um pouco do que é a leitura dialógica e ao fim um debate. Para concluir pediu-se os coordenadores escrevessem suas opiniões, ou seja, um retorno do que foi bom, do foi ruim e do que pode ser melhorado.

 
Obteve-se os seguintes resultados:
Que bom: o projeto ter ido à reunião de coordenadores, poder descobrir novas possibilidades de interação a partir da leitura, o método e a didática utilizados para apresentar o projeto, a abertura ao debate, a dinâmica quebra-gelo e a receptividade do projeto.
Que pena: prazo curto para a vivência da leitura dialógica e pouco tempo de oficina.
Que tal: retornar, ir ao Caic Unesco realizar uma palestra com os professores e expandir/ trabalhar o projeto em São Sebastião.

Por Elioenay Melo

terça-feira, 26 de maio de 2015

Conversando Alto

Estive pensando em que tipo de post fazer para o blog. A dúvida do que vamos escrever parece nunca acabar, e só com o tempo ela se tornando mais certeza. Mas a dúvida sobre como abordar e que palavras usar essa é para sempre.

Sexta feira última, tivemos uma agradável reunião e para nosso prazer boa parte dela foi centrada em uma contação mediada pela Julia Gisler, que levou um excelente livro chamado “A História de Julia e Sua Sombra de Menino” da editora Scipione. Não vou contar a história do livro porque assim estragaria toda a surpresa de lê-lo pela primeira vez, então sem spoiler. Mas o que eu posso falar é no obvio impacto que o livro causou em nós. Tecnicamente eu só posso falar do impacto que teve em mim, quanto aos meus colegas, eu espero que lhes tenha afligido de alguma forma a reflexão as vezes tão bela e outras vezes tão crua.

Sobre a temática humanitária, de livros que abordam os atuais assuntos sociais, que louvam da melhor maneira esses pequenos comportamentos de aceitação, entendimento, rebelião, justiça, que ultrapassam as fronteiras do nosso mundo e chegam até nós de forma mais palatável, através da boa literatura que as vezes acompanha uma ilustração tão elegante quanto a história do livro escrita.
É sobre esse pensamento que eu gostaria de finalizar uma reflexão, que eu acredito ser esse o tempo e o espaço apropriado para tal, cuja a ideia me ocorreu depois de uma amigável conversa, uma calorosa conversa, uma emocionante conversa, com um de nossos mediadores.

Eu escutei a mais bela história, digna de seu próprio livro, contada com paixão e afeto, que me fez levitar próximo ao limite emocional socialmente aceitável. Em resumo, resguardei-me das lagrimas. Meu interlocutor não poupou detalhes de sua trajetória e assim terminou o seu conto éramos duas pessoas completamente diferentes. Não que houve uma epifania grandiosa ou uma radical mudança de atitude. Foi mais catártico. Mais reflexivo.

Não é sempre que você tem uma oportunidade de se relacionar com as histórias das pessoas, e eu guardo os detalhes dessa conversa apenas comigo por que foi um momento de intimidade e confiança partilhado apenas por dois colegas que se respeitam e se admiram, e por puro egoísmo de minha parte. Nunca pretendi a perfeição mesmo.

Então mediadores a reflexão se não fui obvio o bastante é que: nos constamos histórias que são conectadas com vidas, vidas de pessoas que a gente pode conhecer ou não. Que são sempre reais porque a gente não sabe que a história do livro, pode ser a história de alguém, mesmo que cercada de fantasia. E é aqui que eu apelo que nos sejamos mais cuidadosos ao lidar com essas histórias, que sempre o melhor de nós esteja disponível para essa leitura, e que você sinta cada página do livro como as palavras de alguém que se abre e se expõe, como eu me senti enquanto conversava no chão do bloco da UnB.

(Os: Vale a pena conferir esse link de livros que contam belas histórias humanitárias do nosso mundo. http://www.brasilpost.com.br/2015/05/23/criancasdireitos_n_7425480.htmlncid=fcbklnkbrhpmg00000004 )


BoscoJoao ;D

sábado, 28 de junho de 2014

O fio do linho, fio da narrativa. Passado o tempo, o que fica?

Em seu livro País das Neves, Yasunari Kawabata conta sobre a produção do Chijimi, tecido branco feito nos meses de inverno por jovens moças, alvejado ainda sobre a neve. Por ser feito no frio, diz-se, é capaz de manter o frescor da pele até nos dias quentes do verão. Na primavera, o tecido é vendido em feiras, motivo de grande furor entre os admiradores da arte. No entanto, a tessitura do Chijimi não é de forma alguma uma atividade rentável, dada a relação entre a quantidade de trabalho dispendida em cada peça e o seu lucro, que inviabiliza a contratação de tecelãs de fora da família. No entanto, o Chijimi continua a ser fabricado. Não seria mais fácil produzi-lo em escala industrial?
Talvez sim. Mas, entre os fios do Chijimi, escondem-se o vermelho do sol poente, a alvura da neve, o primor dispensado pelas tecelãs, nada disso reproduzível por máquinas. Deve estar aí a razão de todo a agitação primaveril em torno do tecido. Trata-se, fundamentalmente, da preservação de um tipo especial de memória, que o comprador do Chijimi pode chamar de sua. Existe, aliás, muito em comum entre os têxteis e os textos, como já disse Ana Maria Machado. Os fios da narrativa e os fios do linho ora se confundem, ora se misturam deliberadamente. Só o que se pode afirmar com certeza é que a dissociação completa dos dois resultaria em um tecido que jamais vestiria adequadamente um poeta.
 Imagem retirada de
http://www.dw.de/indian-storytellers-struggle-to-keep-tradition-alive/a-16765198
Ao lermos com as crianças, precisamos imprimir na nossa narrativa os aspectos afetivos da contação de histórias. Não se trata apenas de criar compaixão pelas personagens ou coisas do tipo. O que digo aqui é sobre a criação do amor pela leitura em si, que é, afinal de contas, o que quase sempre nos faz abrir um livro literário. Pois, qual é, afinal, a rentabilidade do texto literário, senão a do amor? Poderíamos ler dicionários e gramáticas para aprimorarmos nosso conhecimento da língua – mas, novamente, isso resultaria em um vocabulário impassível de ser utilizado por uma vovó com seu netinho.
O personagem Shimamura reflete, em certo momento, sobre o Chijimi:
“Assim, as mãos anônimas de antigamente, tendo morrido após completar seu diligente trabalho, restava somente o Chijimi, delícia de alguns conhecedores requintados como Shimamura, suave frescor sobre a pele nos meses de verão.
“Aparentemente Insignificante, o pensamento o comoveu, como se cheio de densidade. Onde o trabalho no qual um coração reverteu todo o seu amor está destinado a despertar emoção? Onde e quando?”
Das histórias que nos foram contadas, muitas vezes, resta apenas o amor. E ele se aviva a cada instante em que abrimos um livro sem pretensões egoístas. O ato de contar, assim como o de ler, deve estar amarrado a um amor intrínseco à relação com o livro, e isso é passado adiante pelas tecelãs das narrativas. O Chijimi, assim como o amor, não é eterno, sendo necessária a sua renovação periódica, possível apenas através da transmissão do ato de tecer. Transmitamos às crianças, em nossa posição de mediadores, portanto, o amor pelo livro, e elas se tornarão depois leitoras e contadoras. Como Adélia Prado foi capaz de captar brilhantemente, o que fica é o amor:

“Minha mãe cozinhava exatamente: arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas. Mas cantava.”

Por Gilberto Gauche

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Best Seller.


Hoje, em uma aula na universidade perguntaram quem havia lido pelo menos um livro desde o começo do ano, algumas pessoas levantaram a mão e quando indagados sobre o titulo revelaram que se tratava de livros best seller.

Foram repreendidos pelo autor da pergunta e ouvimos comentários como, essa linguagem não condiz com a academia, livros assim não podem ser considerados leitura, ou até mesmo, esses livros empobrecem nossos adolescentes.

Sinceramente, não entendo o problema em ser um livro da indústria cultura, afinal, esses livros são acessíveis e por seus temas bastante fantasiosos acabam por seduzir pessoas da educação básica e universitários, que cada vez menos tem o hábito de leitura.

EU ADORO LIVROS BEST SELLER, poder viajar em mundos mágicos com linguagem acessível para todas as idades e ainda me colocar naquelas situações em que, pelo menos 2/3 de seu público alvo queria viver, seja em forma de vampiros, lobisomens, anjos, demônios ou qualquer outra criatura fantasiosa que possa existir... Mas, se trata de fantasia?? Sinceramente, duvido cada vez mais sobre isso...



Kayla Maihery.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Uma dica para Ler: Paciência.

Já tem um tempo que venho recebendo reclamações de leitoras (minhas irmãs), de que há determinados livros que possuem introduções muito longas. Por tal fato, elas sentem-se no direito de abandoná-los. Eu como leitora já insisti, reclamei e argumentei, pois sei que o problemas não é com os livros, mas com elas!

Veja bem, os livros envolvidos já foram lidos por mim, e eu as encorajei a lê-los. No entanto, venho recebendo muitas reclamações, por exemplo, ``A introdução desse livro é muito longa, parece que nunca chegará ao clímax da história, que livro chato!`` Eis o problema, o livro logo é classificado como chato, só por ter uma introdução longa.
Quando leio um livro e percebo que sua introdução já passou de duzentas páginas, procuro ver se é relevante, por exemplo, verifico quantas páginas ele tem, pois para mim ter mais de duzentas páginas de introdução é aceitável caso o livro tenha umas quinhentas páginas.Outro argumento a ser levado em conta é a importância dessa introdução, se está demasiada longa, o autor sem dúvidas, a fez de propósito. Nenhum escritor(a) gostaria de ter seu livro classificado como chato e abandonado, apenas por ter uma longa introdução. O que nos leva a perceber que se avançarmos na leitura, essa longa introdução logo ganhará sentido, afinal introduções são de profunda importância nos  textos justamente para apresentar a história ao leitor, por tanto, é necessário ter paciência.

Cada escritor(a) possui sua própria linguagem e velocidade para avançar na trama de uma história, saber distinguir e aceitar essa diferença é tarefa exclusiva do leitor(a). Assim como os livros possuem essa linguagem diferente (entenda linguagem como característica singular de escrita), cada leitor(a) também interpretará um livro de maneira diferente. Às vezes dar um chance para a introdução longa significa descobrir uma história cativante ou não, outras vezes, por mais chances que tenhamos dado um livro ele não nos cativa. Nesses casos, cabe novamente ao leitor(a) escolher se continua ou se desiste do livro. A dica que sugiro já me ajudou muitas vezes a descobrir histórias fascinantes, paciência é uma virtude, sem dúvidas ajuda não só na leitura, como na vida.





Eis um dos culpados da situação:

PS: Saboreie seu livro, leia cada página conversando com ela, faça antecipações, indagações, sugestões, enfim pratique leitura dialógica consigo mesmo, faz bem pra saúde!

Sara Meneses.



sábado, 21 de abril de 2012

Reportagem sobre o Livros Abertos!

Boa tarde a todos e Feliz Aniversário, Brasília!
Parabéns, querida UnB!

Nesta momento de comemoração dos 52 anos de nossa Brasília e dos 50 anos de nossa querida Universidade, incluindo festa, protestos e reflexões acerca do que queremos para o futuro, compartilho reportagem que saiu esta semana no jornal Campus Online sobre o Projeto:
Com a vontade, que só cresce, de trazer cada vez mais pessoas para o prazer de ler!

Curtam muito este fim de semana!
Abraços,
Equipe Livros Abertos