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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Diário do Contador por Raquel Coêlho


    
Em um reino muito distante chamado Aeroplano existia uma menina que amava histórias e ela gostava tanto delas, mas tanto que não queria guardá-las para si. Então entrou para a Irmandade dos Contos, esse era um grupo de meninas parecidas com ela e todas aceitaram participar de uma grande aventura. Elas fariam uma longa jornada para visitar os duendes que viviam em uma caixa gigante perto de um bosque. Sua missão era contar histórias e conversar sobre essas. Tudo ia muito bem, até que... Todos os contos que ela conhecia foram roubados!Ela ficou arrasada e foi falar com o mestre dos contos, ele explicou que existem criaturas especialistas nisso, que roubam todas as histórias legais e no lugar delas deixam livros em branco! Mas é impossível prendê-las, pois são invisíveis! E nossa, como a menina ficou triste! Queria contar histórias mágicas para os duendes, mas não sabia como encontrá-las.


Livros encontrados no lixo.
Ela estava pensando nisso, quando sua mãe pediu que levasse o lixo para fora e como ela estava muito desolada deixou cair uma lágrima na lixeira. Então algo mágico aconteceu! Dentro da lixeira surgiram livros, vários livros antigos cheios de histórias! Histórias de tempos remotos, da Era das Fadas! Ela salvou esses livros dos perigos do Mofo, monstro que destrói letras, e prometeu distribuir suas histórias na terra dos duendes.


    Essa foi a minha história. Eu estava com dúvidas na escolha dos livros e perguntei para as crianças o que elas mais gostavam, elas responderam contos de fadas. Contudo, na minha procura por esses encontrei livros muito pobres, quase vazios. E um dia fui levar o lixo para fora quando vejo que minha vizinha havia jogado fora vários livros de uma coleção antiga, cheio de contos para crianças! Fiquei feliz e ao mesmo tempo chocada! Como se pode jogar fora tantas terras incríveis, personagens corajosas, histórias fabulosas?

domingo, 25 de setembro de 2011

Diário do Contador por Raquel Coêlho

           
           Meu nome é Raquel e sou novata no projeto, só tive três contações e nestas pude aprender algumas lições valiosas:
1) Não leia um livro que você não conhece.
            Eu sei que isso foi muito dito,e para a primeira contação escolhi um livro e cometi o erro de deixá-lo na biblioteca. O que aconteceu? Alguém pegou e eu tive que improvisar, escolhi um livro pela capa e... outro erro, era muito chato!!! Então pedi para as crianças escolherem um e lemos “Os três porquinhos”.
2) Uma história repetida não significa uma contação repetida.
Quando eles escolheram “Os três porquinhos” eu pensei :”Ah, uma história legal, mas podia ser alguma coisa nova, diferente...vamos falar das mesmas coisas!”. Mito! Em cada grupo discutimos coisas muito diferentes, as crianças descobriam a história de uma forma nova a cada vez .
3) Ler não é chato!
A turma que estou contando tem crianças de 5 a 6 anos, são bem novas e a maioria não  sabe ler, mas quando entramos na biblioteca elas ficam muito interessadas, realmente se divertem vendo os livros e praticamente todas querem levá-los para casa ou quando termino pedem que eu leia mais. Sem contar que na hora que faço a contação, com exceção do primeiro grupo, eles estão no parquinho e mesmo assim vão bem contentes para a biblioteca. Isso faz pensar que talvez nos anos seguintes a leitura passe a ser vista como uma obrigação, “coisa de escola”, cansativo, chato e aí é que o projeto entra e mostra que ler é o máximo!
Boa noite e boas histórias!