Na contação de hoje (04/11) levei dois livros para as crianças escolherem qual iríamos ler. Nós, do Livros Abertos, fomos avisados que as crianças poderiam estar mais dispersas durante a contação ou não demonstrassem muito interesse em participar. No final da semana passada (27/10) faleceu uma funcionária da escola, que tinha muito contato com os alunos. Então poderia ser que eles trouxessem o assunto da morte para a roda de leitura, estivessem tristes ou um sentimento de saudade. E por isso levei Contos de enganar a morte, de Ricardo Azevedo e Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias, de Ruth Rocha. Em todos os grupos as crianças se interessaram pelos dois livros, em especial o que tratava da morte. A capa de Contos de enganar a morte chamou muito a atenção das crianças, por ser preto e branco e ter um esqueleto na frente – além do fato do tema do livro. Surpreendi-me com as risadinhas que surgiram quando eu mostrei a capa e o título do livro. Lemos dois contos, O homem que enxergava a morte e A quase morte de Zé Malandro.
Apesar de ser um tema um pouco evitado, as crianças gostaram muito das estórias. Em nenhum momento me pediram para parar ou expressaram algum sentimento contrário ao que estava sendo lido. Um dos muitos pontos positivos do livro é o fato de se permitir ver a morte com outros olhos, de escutar a sua versão sobre o que ela faz com as pessoas. “Já estou acostumada a ser maltratada. Em todos os lugares por onde ando as pessoas fogem de mim, falam mal de mim, me xingam, me amaldiçoam. Essa gente não entende que não faço mais do que cumprir minha obrigação. Já pensou se ninguém mais morresse no mundo? Não ia sobrar lugar para as crianças que iam nascer!”.

2 comentários:
Poxa, esse livro pareceu bem legal mesmo! Achei essas ilustrações fantásticas **
Adorei as ilustrações também, tipo cordel !
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